O prefeito de Baixo Guandu, Lastênio Cardoso (MDB), foi afastado do cargo nesta segunda-feira (19), durante a Operação 1932, deflagrada pela Polícia Federal para investigar suspeitas de coação eleitoral no Espírito Santo.
A investigação teve início após a divulgação de um vídeo em que o prefeito afirmou que aproximadamente 700 pessoas poderiam ser demitidas da prefeitura caso Ricardo Ferraço (MDB) não vencesse a disputa pelo Governo do Estado.
Na gravação, Lastênio declarou:
“Todo mundo é livre para escolher, fazer suas escolhas, mas também é responsável pelas consequências das suas escolhas.”
A declaração passou a ser investigada por suspeita de pressão sobre servidores e outros trabalhadores ligados à administração municipal.
Polícia Federal faz buscas e apreende materiais de campanha
Durante a operação, agentes da Polícia Federal cumpriram mandados de busca na sede da Prefeitura de Baixo Guandu e na residência do prefeito.
Os policiais também apreenderam materiais de campanha eleitoral que poderão auxiliar nas investigações.
Além de determinar o afastamento do cargo, a Justiça Eleitoral proibiu Lastênio Cardoso de acessar as dependências da administração municipal.
Afastamento não significa condenação
A Polícia Federal investiga se as declarações e outras possíveis condutas do prefeito configuram coação eleitoral, prática que pode comprometer a liberdade de escolha dos eleitores.
O afastamento é uma medida cautelar e não representa condenação. A responsabilidade do prefeito ainda deverá ser apurada no decorrer das investigações.
O caso segue sob investigação da Polícia Federal e acompanhamento da Justiça Eleitoral.
































































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