O prefeito de São Mateus, Marcus da Cozivip, mostrou novamente quais são as verdadeiras prioridades de sua gestão. Depois de conceder a si mesmo um reajuste de 63,9% — elevando o próprio salário de R$ 12.814 para R$ 21.000 — e de autorizar um aumento ainda mais absurdo para seus secretários, que passaram de R$ 6.704,50 para R$ 15.000 (um salto de 123,7%), o prefeito decidiu anunciar um reajuste de apenas 4% para os servidores públicos do município.
O aumento concedido ao funcionalismo é tão pequeno que sequer cobre a inflação acumulada do ano, que gira em torno de 4,5%. Ou seja, os servidores não terão ganho real; na prática, terão perda salarial, já que seus vencimentos ficam abaixo da reposição necessária para manter o poder de compra. Enquanto isso, o alto escalão da prefeitura comemora aumentos robustos e confortáveis.
O anúncio dos míseros 4% só veio após uma intensa mobilização do sindicato dos servidores públicos, que realizou paralisações e greves para forçar o prefeito a negociar. A categoria enfrentou desgaste, pressão e semanas de incerteza para, no fim, receber um reajuste que mais parece deboche do que valorização.
A contradição é escancarada: enquanto Marcus da Cozivip se presenteia com um aumento de 63,9% e permite que seus secretários ultrapassem a marca de 123% de reajuste, os trabalhadores que garantem o funcionamento das escolas, postos de saúde, obras, assistência social e demais serviços essenciais são empurrados para mais um ano de aperto e desvalorização.
A gestão que se autoproclama “técnica” mostra cada vez mais que técnica mesmo é só para aumentar os salários do alto escalão. Para os servidores, restam migalhas.

































































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