Durante uma coletiva de imprensa nesta segunda-feira (13), convocada pelo prefeito Marcos Batista, uma declaração da vereadora Isamara da Farmácia causou forte indignação em São Mateus.
Ao se manifestar a favor do polêmico empréstimo de R$ 200 milhões pedido pela Prefeitura, a vereadora afirmou que as críticas ao projeto estariam sendo feitas por uma suposta “milícia digital” na cidade.
A fala foi vista como um ataque direto à liberdade de expressão e ao trabalho da imprensa local.
Muitos comunicadores, formadores de opinião e moradores consideraram a declaração ofensiva e autoritária, já que sugere que quem questiona o uso do dinheiro público faz parte de um grupo criminoso.
Em nota, representantes da sociedade civil lembraram que acusar pessoas de integrarem milícia digital sem provas pode configurar crime de calúnia, previsto no artigo 138 do Código Penal.
“Em São Mateus não existe milícia digital. O que existe é povo atento, conectado e participativo, que cobra transparência e quer saber onde o dinheiro vai parar. Isso é democracia”, afirmou um comunicador local.
O polêmico empréstimo de R$ 200 milhões
O prefeito Marcus da Cozivip enviou à Câmara o projeto de lei nº 023/2025, pedindo autorização para contrair o empréstimo milionário. O texto chegou em caráter de urgência, o que significa que pode ser votado a qualquer momento.
Segundo o prefeito, o dinheiro seria usado para obras na cidade. Mas a lista de gastos levantou dúvidas e gerou revolta entre moradores:
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R$ 25 milhões para construir 10 quiosques na praia de Guriri
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R$ 4 milhões para reformar o Mercado Municipal
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R$ 2,5 milhões para erguer um portal de entrada em Guriri
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R$ 10 milhões para reformas em campos de futebol
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R$ 40 milhões para a construção de praças
O prefeito não explicou como o empréstimo será pago nem apresentou estudos sobre o impacto financeiro nas contas do município. Economistas alertam que o valor pode endividar São Mateus por até 10 anos, comprometendo investimentos em saúde, educação e saneamento.
Cidade enfrenta falta d’água
Enquanto a Prefeitura tenta aprovar o megaempréstimo, bairros inteiros vivem sem água por dias, e o racionamento já faz parte da rotina das famílias.
A pergunta que ecoa nas redes sociais é: com tanta falta d’água, o momento é de construir quiosques e praças.
Povo contra
Uma enquete nas redes sociais mostra que mais de 80% da população é contra o empréstimo.
Agora, a decisão está nas mãos dos vereadores — e São Mateus quer saber de que lado cada um vai ficar: do povo ou do prefeito.

































































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