Em uma sessão relâmpago e cercada de polêmica, a Câmara de Vereadores de São Mateus aprovou nesta segunda-feira (13) o projeto de lei nº 023/2025, que autoriza o prefeito Marcus da Cozivip a contratar um empréstimo de R$ 200 milhões.
O projeto chegou à Casa em caráter de urgência e foi lido, analisado pelas comissões e votado no mesmo dia, após o presidente da Câmara, Wanderlei Segantini, interromper a sessão para acelerar a tramitação.
Mesmo sem apresentar detalhes sobre o prazo, taxa de juros, valor total a ser pago ou de onde sairão os recursos para quitar a dívida, o projeto foi aprovado pela maioria dos vereadores.
Apenas Raphael Barbosa e Professora Valdirene votaram contra.
Gastos milionários e pouca transparência
Segundo o texto aprovado, o empréstimo será usado para “realizar obras na cidade”.
Mas a lista de gastos levantou indignação entre os moradores. Entre as previsões estão:
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R$ 25 milhões para construir 10 quiosques na praia de Guriri
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R$ 4 milhões para reformar o Mercado Municipal
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R$ 2,5 milhões para erguer um portal de entrada em Guriri
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R$ 10 milhões para reformas em campos de futebol
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R$ 40 milhões para a construção de praças
O prefeito não apresentou estudo de impacto financeiro, nem explicou como o município vai pagar a dívida.
Economistas alertam que o empréstimo pode endividar São Mateus por até 10 anos, comprometendo investimentos em áreas essenciais como saúde, educação e saneamento.
População revoltada
Nas redes sociais, a reação foi imediata.
Moradores chamaram a votação de “atropelo” e “falta de respeito com o povo”, e muitos questionam a prioridade do governo em meio à crise hídrica que atinge a cidade.
Bairros inteiros continuam sofrendo com falta d’água e racionamento, enquanto a Prefeitura destina R$ 25 milhões apenas para quiosques de praia.
“Com tanta gente sem água em casa, é revoltante ver o prefeito gastando milhões em quiosques e praças”, disse um morador de Guriri.
A aprovação do empréstimo deixa a população dividida entre a promessa de obras e o temor de uma dívida que pode marcar o futuro financeiro do município por uma década.





























































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