A cidade de Pedro Canário amanheceu em choque nesta terça-feira (26) após a Polícia Federal prender o prefeito do município, Kleilson Rezende (PSB), e o ex-prefeito Bruno Araújo (PDT), durante uma operação que investiga um suposto esquema de corrupção, fraude em licitações e desvio de recursos públicos.
A ação faz parte da Operação Eco da Fraude II, conduzida pela Delegacia da Polícia Federal de São Mateus. Segundo as investigações, o esquema teria ligação com contratos e gastos envolvendo a tradicional festa “Forró da Tábua Lascada”, realizada no município no ano passado.
Além das prisões, a Justiça determinou o afastamento do prefeito do cargo, cumprimento de mandados de busca e apreensão e bloqueio de bens dos investigados. Ao todo, foram cumpridos 11 mandados expedidos pelo Tribunal de Justiça do Espírito Santo.
De acordo com a Polícia Federal, há indícios de atuação de uma organização criminosa formada por agentes públicos e empresários. As apurações apontam possíveis manipulações em processos licitatórios, contratos superfaturados e pagamento de propina durante contratações feitas pela prefeitura.
As investigações também identificaram movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a renda declarada de alguns envolvidos. A PF suspeita que contas bancárias de terceiros tenham sido usadas para movimentar dinheiro e esconder a origem dos recursos.
Os investigados poderão responder por crimes como corrupção ativa e passiva, fraude em licitação, peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Somadas, as penas podem ultrapassar 30 anos de prisão em caso de condenação.
Em nota, a Prefeitura de Pedro Canário afirmou que acompanha o caso e disse manter compromisso com a transparência e respeito à população. Até o momento, as defesas dos investigados não haviam se pronunciado.




























































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