A Justiça do Espírito Santo decidiu manter a prisão preventiva do empresário Jaildo Borges dos Santos Júnior, de 28 anos, acusado de matar Vagner Martins Santos a tiros após um assalto ocorrido em seu estabelecimento comercial, no bairro Boa Vista, em São Mateus. A decisão foi assinada pelo juiz Roberto Wolff nesta quinta-feira (23).
Segundo a decisão judicial, a prisão deve ser mantida para garantir a ordem pública e o andamento do processo. O magistrado destacou a gravidade do caso e afirmou que as provas reunidas até o momento indicam que o empresário deixou seu comércio armado e perseguiu a vítima após o crime.
O homicídio aconteceu no dia 15 de maio deste ano. De acordo com o relato de Jaildo à Polícia Militar, Vagner entrou na loja, anunciou o assalto e levou dinheiro, produtos e pertences pessoais. O empresário, que possui posse legal de arma de fogo, saiu em perseguição ao suspeito.
Em seu depoimento, Jaildo afirmou que efetuou os disparos porque Vagner teria tentado tomar sua arma durante a perseguição. No entanto, segundo a decisão da Justiça, essa versão ainda não foi confirmada pelas investigações.
Imagens de câmeras de videomonitoramento analisadas pela Polícia mostram uma dinâmica diferente da apresentada pelo empresário. Conforme a decisão judicial, os vídeos indicam que a vítima foi atingida por disparos e, mesmo após cair no chão, continuou sendo baleada. Há ainda uma testemunha que afirmou que Vagner já havia sido atingido antes dos disparos finais.
Na decisão, o juiz ressaltou que as investigações ainda estão em andamento e que as circunstâncias do crime continuam sendo apuradas. Diante das provas já reunidas, entendeu que a manutenção da prisão preventiva é necessária.
O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil e o empresário responderá pelo crime de homicídio.




























































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