A gestão do prefeito Marcus da Cozivip, em São Mateus, virou alvo de críticas após lançar uma licitação de R$ 3,6 milhões para coleta e destinação de 10 mil toneladas de coco verde — o equivalente a 16,6 milhões de cocos por ano.
O problema? A cidade tem apenas 3,8 km de orla, mas o prefeito quer pagar por um volume dez vezes maior do que o registrado em grandes capitais. No Rio de Janeiro, por exemplo, o trecho do Leme ao Pontal — com 34 km de praias — gera cerca de 5.400 toneladas de coco por temporada.
Em outras cidades, os números são ainda menores: Aracaju, 2.280 toneladas; João Pessoa, 216 toneladas; Pontal do Paraná, 54 toneladas; e Piúma, 1.000 toneladas. Ou seja, nenhum lugar do país chega perto da ficção contábil de São Mateus.
A licitação, publicada em 14 de outubro de 2025, nunca teve precedente nas gestões anteriores. E o que mais chama atenção é o superfaturamento absurdo, com valores incompatíveis com a realidade local.
Enquanto cidades maiores transformam o coco em oportunidades de trabalho e reciclagem, Marcus da Cozivip parece preferir transformar o coco em um rombo nas contas públicas.
O edital ainda prevê compra de containers e serviços diversos, mas nada explica como uma cidade pequena pode gerar dez mil toneladas de coco por ano. Onde estão esses cocos? E para onde vai esse dinheiro?
Por enquanto, o prefeito não se pronunciou. Mas em São Mateus, a sensação é clara: o coco virou símbolo de mais um escândalo com sabor amargo de desperdício.





























































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