A Polícia Civil identificou Rafael Medeiros Araújo como o principal suspeito do assassinato brutal de Quezia Maciel, de 23 anos, ocorrido na noite desta quarta-feira (28), em São Mateus, norte do Espírito Santo. A jovem foi morta a facadas na ladeira do bairro Colina, onde morava com o marido e dois filhos pequenos.
De acordo com informações apuradas pelo Portal Capixabense, Quezia e Rafael eram colegas de trabalho no supermercado Santo Antônio. Rafael teria se tornado obcecado por ela e passou a persegui-la. Diante da recusa contínua de Quezia às investidas, ele teria planejado e executado o crime.
Testemunhas que socorreram a vítima relataram que, antes de morrer, Quezia ainda teve forças para revelar o nome do agressor.
Crime premeditado
Familiares e amigos confirmam que a jovem vinha sendo assediada no ambiente de trabalho. Para eles, o assassinato foi premeditado e motivado por ódio. “Ela só queria trabalhar e cuidar dos filhos. Era uma menina doce, respeitosa, muito dedicada à família. É revoltante saber que perdeu a vida por dizer ‘não’ a alguém”, desabafou um amigo próximo da família.
Quezia era operadora de caixa e bastante querida pelos clientes do supermercado. “Sempre fui atendida por ela. Era educada, sorridente, muito atenciosa. Não dá pra acreditar que tiraram a vida dela dessa forma. É uma dor que não tem explicação”, disse uma cliente, abalada.
Comoção e pedidos de justiça
O crime chocou São Mateus e gerou forte comoção nas redes sociais. Diversas publicações lamentam a morte de Quezia e pedem justiça, além de cobrar medidas mais eficazes para combater o assédio no ambiente de trabalho.
“É revoltante. Ela pediu ajuda, falou com colegas, e mesmo assim foi assassinada. Quantas ainda vão morrer até que algo mude?”, comentou uma moradora nas redes sociais.
Investigação em andamento
A Polícia Civil está à frente das investigações. Até o momento, Rafael segue foragido. A corporação pede que qualquer informação sobre o paradeiro do suspeito seja repassada anonimamente pelo Disque-Denúncia 181.
Enquanto a cidade pede justiça, a dor da perda permanece: Quezia deixa dois filhos pequenos, que agora terão que crescer sem a mãe, vítima de uma violência que poderia ter sido evitada.





























































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