A tradicional Exposição de São Mateus, que começa nesta quinta-feira, pode estar vivendo seus últimos dias como festa gratuita. Nos bastidores, o prefeito Marcus da Cozivip já estuda cobrar ingressos a partir de 2026, uma decisão que promete transformar um evento popular em um espaço cada vez mais elitizado.
Segundo uma fonte da própria prefeitura que pediu para não ser identificada, o objetivo seria “selecionar” o público, afastando o povão e deixando a festa restrita a quem pode pagar. Um movimento que, se confirmado, muda radicalmente a cara da Exposição, que sempre foi um espaço de convivência e lazer para todos.
Enquanto isso, a edição deste ano já gera insatisfação entre quem sustenta a festa de verdade: os vendedores ambulantes. Muitos estão pagando taxas que chegam a 20 mil reais só para vender bebidas e comidas, valores que beiram o absurdo e colocam em risco a sobrevivência de pequenos comerciantes.
O problema não é só financeiro: é cultural e social. A Exposição de São Mateus sempre foi um momento de encontro da população, de celebração popular, e agora corre o risco de se tornar um evento fechado, pensado mais para lucro do que para o povo.
A pergunta que fica é simples: se até os ambulantes, parte fundamental da festa, já estão sendo expulsos pelo preço, imagina quando o povo tiver que pagar ingresso para entrar? Será que a festa ainda vai refletir a alma da cidade ou vai se transformar em mais um evento elitizado, distante da comunidade que a mantém viva há décadas?
O espaço está aberto para que a Secretaria de Comunicação da Prefeitura de São Mateus se manifeste sobre o assunto.






























































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