Alvos da operação da Polícia Federal contra apoiadores e patrocidanores de atos antidemocráticos em diversas partes do país, deflagrada nesta quinta-feira (15), os deputados estaduais Carlos Von (DC) e Capitão Assumção (PL) precisarão usar tornozeleiras eletrônicas como medida cautelar imposta pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que ordenou a operação no Espírito Santo e em outros seis Estados.
A Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) informou, por nota, ter recebido o pedido para fornecer os equipamentos. Os parlamentares também estão proibidos de usar redes sociais e dar, sob pena de multa diária de R$ 20 mil, segundo as determinações de Moraes.
Os gabinetes dos dois deputados foram alvos de busca e apreensão, e de lá foram recolhidos computadores e aparelhos de celular na manhã desta quinta.
No Espírito Santo foram cumpridos 23 mandados de busca e apreensão e quatro de prisão. Entre os presos estão o vereador e futuro presidente da Câmara de Vitória, Armando Fontoura (Podemos) e o jornalista Jackson Vieira Rangel, que atua num portal de notícias do Sul do Estado.
Em entrevista ao Estadão, o deputado Carlos Von afirmou que não participou de atos antidemocráticos ou usou as redes sociais para manifestações contra a democracia. Von nega ainda que tenha atuado ou financiado atos com teor golpista.
“Nunca participei de nenhum ato antidemocrático, nunca fui a nenhuma manifestação ou fiz qualquer tipo de postagem com teor antidemocrático. Ainda estamos atrás de informações sobre os motivos dos mandados. Nunca contestei nenhum resultado das eleições, não me posicionei nas minhas redes sociais e nem na tribuna da Assembleia”, disse ao Estadão.
Já Assumção usou as redes sociais para confirmar que foi alvo de mandados de busca e apreensão. “Urgente. PF na minha casa e no meu gabinete a mando de Alexandre de Moraes. Pratiquei o terrível crime de livre manifestação do pensamento”, escreveu na postagem.
A operação contra atos antidemocráticos
A ação contra os parlamentares faz parte de uma megaoperação que cumpre mais de 100 mandados de busca e apreensão contra pessoas ligadas a atos antidemocráticos em todo o País, em especial os bloqueios de estradas promovidos por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) inconformados com a vitória do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas urnas.
Investigadores consideram que se trata da maior ofensiva já realizada contra os financiadores dos atos antidemocráticos.
A operação também cumpre outros quatro mandados de prisão preventiva no Espírito Santo. Das buscas realizadas em todo o País, 23 são cumpridas no Estado, nas cidades de Vitória, Vila Velha, Serra, Guarapari e Cachoeiro de Itapemirim. Os alvos são pessoas identificadas pelas forças federais e locais de Segurança Pública, informou a PF.





























































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