O prefeito afastado de Pedro Canário, Kleilson Martins Rezende (PSB), e o ex-prefeito Bruno Teófilo Araújo (PDT) passaram o primeiro domingo presos após serem alvos da Operação Eco da Fraude II, deflagrada pela Polícia Federal na última terça-feira (26).
Os dois políticos estão sob custódia do sistema prisional capixaba e foram transferidos para unidade prisional após a prisão determinada pela Justiça durante a investigação que apura um suposto esquema de corrupção, fraude em licitações, superfaturamento de contratos e desvio de recursos públicos em Pedro Canário.
Segundo a Polícia Federal, as investigações apontam que o esquema teria ligação com contratos da tradicional Festa da Tábua Lascada, realizada em 2025. A PF suspeita que agentes públicos e empresários atuavam de forma organizada para direcionar contratos e movimentar recursos de origem ilícita.
Mensagens obtidas durante a investigação revelariam negociações envolvendo supostos pagamentos de propina, divisão de valores e movimentação de grandes quantias em dinheiro vivo. De acordo com a PF, há indícios de que parte dos recursos teria sido utilizada para financiar projetos políticos e campanhas eleitorais futuras.
A Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) confirmou que os dois continuam presos, mas não informou detalhes sobre as condições da custódia, como local exato onde estão alojados ou rotina dentro da unidade prisional.
Além das prisões, a operação também resultou no afastamento do prefeito do cargo, cumprimento de mandados de busca e apreensão e bloqueio de bens dos investigados.
Os investigados poderão responder por crimes como corrupção ativa e passiva, fraude em licitação, peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Somadas, as penas podem ultrapassar 30 anos de prisão em caso de condenação.
As defesas dos investigados ainda podem apresentar manifestação no decorrer do processo.





























































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