MUNIZ FREIRE (ES) — Uma crise de proporções alarmantes atinge Muniz Freire. O que deveria ser um serviço público essencial e básico — a coleta e destinação do lixo — transformou-se em um escândalo que expõe a falência da atual gestão e a completa ausência de políticas ambientais sérias. Enquanto a população enfrenta ruas abarrotadas de lixo e animais vasculhando sacolas em busca de alimento, no lixão da cidade, a realidade é ainda mais chocante: toneladas de resíduos sólidos estão sendo enterradas diariamente, em evidente violação às leis ambientais brasileiras.
O local, que já não atendia aos padrões mínimos de um aterro sanitário, agora opera como um verdadeiro cemitério clandestino de lixo, sem controle de chorume, sem impermeabilização do solo e sem qualquer tipo de triagem ou reciclagem. Tudo isso diante dos olhos do Poder Executivo Municipal, sob o comando do prefeito Dito Silva (PSB) e do secretário de Meio Ambiente, que não só toleram como autorizam e executam o crime ambiental diariamente.
LIXÃO DE MUNIZ FREIRE VIROU ESCÂNDALO: LIXOS ENTERRADOS DIARIAMENTE EM FLAGRANTE CRIME AMBIENTAL – ENTERRAR LIXO É CRIME
A prática do enterramento de lixo a céu aberto sem qualquer controle técnico é crime ambiental previsto na Lei nº 9.605/1998 (Lei de Crimes Ambientais), artigos 54 e 60, podendo ensejar pena de reclusão e multa, além de responsabilização civil e administrativa dos agentes públicos envolvidos.
Juristas e ambientalistas ouvidos pela reportagem são unânimes: a conduta configura crime permanente, ou seja, permite prisão em flagrante do prefeito e do secretário, além de instauração imediata de inquérito policial e ação civil pública por dano ambiental coletivo.
“O que está ocorrendo em Muniz Freire é um atentado à saúde pública, ao meio ambiente e ao princípio da administração responsável. É caso de cadeia”, afirma um advogado ambientalista que prefere não se identificar por receio de represálias.
CIDADE ABANDONADA AO LIXO
Além do cenário desolador no lixão, a coleta urbana de lixo entrou em colapso. Moradores relatam que o serviço não está sendo realizado nem mesmo semanalmente, com bairros inteiros convivendo com montanhas de sacolas acumuladas nas calçadas, bocas de lobo entupidas por resíduos e a presença constante de animais — ratos, cães, gatos e urubus — rasgando o lixo à procura de restos de comida.
A situação é especialmente grave próximo a escolas, unidades de saúde e espaços públicos, onde o risco sanitário se agrava com a proliferação de insetos, mau cheiro e contaminação.
OMISSÃO TOTAL E DESPREZO PELA POPULAÇÃO
A gestão do prefeito Dito Silva (PSB) parece completamente alheia ao problema. Não há plano emergencial, não há campanha educativa, não há transparência sobre contratos de coleta, muito menos medidas efetivas para resolver a crise. Enquanto isso, o secretário de Meio Ambiente permanece no cargo como se não fosse o responsável direto por um dos maiores crimes ambientais já vistos na história recente do município.
A Câmara Municipal também permanece em silêncio. Nenhuma Comissão Parlamentar de Inquérito foi instaurada. Nenhuma convocação de secretário. Nenhuma representação no Ministério Público. Um silêncio que ecoa como cumplicidade.
MINISTÉRIO PÚBLICO E JUSTIÇA PRECISAM AGIR
Diante de um cenário tão grave, a inércia do Ministério Público também chama atenção. Até o momento, nenhuma medida concreta foi divulgada, mesmo com as evidências visíveis e facilmente documentáveis do crime ambiental em curso. A omissão das autoridades fiscalizadoras apenas aprofunda a sensação de abandono e impunidade.
Muniz Freire vive hoje não apenas uma crise de gestão, mas uma emergência ambiental e sanitária. É preciso que a população se mobilize, que os órgãos de controle façam seu trabalho e que os responsáveis sejam punidos exemplarmente.
Enquanto isso, o prefeito Dito (PSB) segue em sua bolha de fantasia, talvez achando que enterrar lixo é uma solução inovadora para a gestão de resíduos sólidos — uma espécie de “tecnologia ancestral”, onde quanto mais fundo se cava, mais longe da responsabilidade ele imagina estar. Só esqueceu de um detalhe: o mau cheiro não desaparece, só se espalha.
E assim segue Muniz Freire, com o lixo até o pescoço, e o prefeito afundado até o último fio de cabelo na própria incompetência. Resta saber se Dito (PSB) vai se enterrar junto com o lixo ou se finalmente alguém vai pôr fim a essa gestão que já passou do limite do suportável.
Porque administrar uma cidade não é jogar lixo pra debaixo da terra. Nem fingir que a sujeira não existe. É ter responsabilidade. Coisa que, ao que tudo indica, anda mais rara que coleta de lixo em Muniz Freire.






























































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