Começou ontem a tradicional festa de São Mateus, mas o primeiro dia passou longe de lembrar o brilho de edições anteriores. O público foi modesto, e o clima não empolgou como se esperava — mesmo com quase R$ 4 milhões gastos em shows, as atrações não caíram no gosto da população.
Além do público reduzido, os preços têm assustado quem se arrisca a ir. Ambulantes, que tiveram que pagar até R$ 20 mil pelo ponto, estão cobrando caro para conseguir recuperar o investimento. Um pastel não sai por menos de R$ 20, e um simples cachorro-quente chega a R$ 25.
👉 Um ambulante, que preferiu não se identificar por medo de represálias, desabafou:
“A gente não queria cobrar caro, mas só o ponto custou vinte mil. Se eu vender barato, eu saio daqui no prejuízo. Quem organiza a festa deveria pensar na gente também.”
Os brinquedos do parque também entraram na lista das reclamações: ingressos a partir de R$ 12 por volta estão pesando no bolso das famílias.
👉 O pedreiro Carlos Almeida, que levou os filhos, reclamou:
“Trouxe meus dois filhos, mas como é que faz? Cada brinquedo é 12 reais, em meia hora já vai embora um salário. Festa da cidade tinha que ser acessível, mas tá virando luxo.”
Nem a programação escapou das críticas. Parte da população não se empolgou com os shows escolhidos, mesmo com o alto investimento.
👉 A dona de casa Maria Souza comentou:
“Com tanto dinheiro que gastaram, dava pra trazer atração de verdade. Esse ano não animou, a gente esperava bem mais.”
Resultado: a festa que deveria ser de todos começou com cara de evento caro, desanimado e restrito — longe do que São Mateus merece.






























































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