O homem apontado como autor do assassinato brutal de Quezia Maciel, de 23 anos, em São Mateus, já tinha um passado pesado: foi preso três vezes por tráfico de drogas e cumpria pena em casa desde novembro do ano passado. Mesmo com esse histórico, a Justiça o colocou nas ruas.
Rafael Medeiros Araújo é o nome do principal suspeito de ter tirado a vida de Quezia com várias facadas na noite da última quarta-feira (28), na ladeira do bairro Colina, onde ela morava com o marido e dois filhos pequenos. Ele já passou por presídios como o de São Mateus e o de Aracruz, mas foi beneficiado com a progressão para o regime aberto no dia 28/11/2024.
Segundo a Polícia Civil, Rafael e Quezia trabalhavam juntos no supermercado Santo Antônio. Rafael teria se apaixonado pela jovem, mas, diante das recusas dela, passou a persegui-la e a assediá-la. Tudo indica que o crime foi premeditado, motivado pelo ódio de não aceitar o “não” de uma mulher.
“Ela só queria trabalhar e cuidar dos filhos”
Quezia era uma jovem mãe, trabalhadora, querida por colegas e clientes. “Sempre fui atendida por ela. Era educada, sorridente, muito atenciosa. Não dá pra acreditar que tiraram a vida dela dessa forma”, lamentou uma cliente abalada. Familiares confirmam que Quezia vinha sendo assediada no trabalho e chegou a relatar o medo que sentia.
Testemunhas contam que, mesmo ferida, ela ainda teve forças para dizer o nome do agressor, o que ajudou a polícia a identificá-lo.
Cidade pede justiça
O crime gerou revolta e comoção em São Mateus. Moradores usaram as redes sociais para expressar o luto e pedir justiça. Muitos questionam como alguém com várias passagens por tráfico pôde estar em liberdade. “Ela pediu ajuda, falou com colegas, e mesmo assim foi assassinada. Quantas ainda vão morrer até que algo mude?”, questionou uma moradora nas redes.
Suspeito está foragido
A Polícia Civil segue à frente das investigações e pede que qualquer informação sobre o paradeiro de Rafael Medeiros Araújo seja repassada anonimamente pelo Disque-Denúncia 181. Ele está foragido.
Enquanto isso, a cidade chora a morte de Quezia, uma jovem cheia de sonhos, que foi arrancada da vida simplesmente por dizer ‘não’ a um homem que não soube aceitar a rejeição. Dois filhos pequenos agora vão crescer sem a mãe — vítima de uma violência que poderia e deveria ter sido evitada.





























































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