O funcionário ferido na explosão em uma fábrica termoquímica de São Mateus, no Norte do Espírito Santo. Kauã Felix Rocha, de 19 anos, permanece internado em estado grave nesta sexta-feira (23). A família disse que o jovem teve 97% do corpo queimado e está na UTI do Hospital Estadual Jayme Santos Neves, na Serra.
A explosão aconteceu na manhã de quarta-feira (21). No momento, estavam na área da empresa Kauã e Lorran Marques da Conceição, também de 19 anos, que estaria executando trabalho manual e não resistiu ao acidente. Kauã foi socorrido e levado pelo helicóptero do Núcleo de Operações e Transporte Aéreo da Secretaria da Casa Militar (Notaer) para a unidade médica da Grande Vitória, que é referência nesse atendimento médico.
Conforme a mãe de Kauã, Raiane Nunes Felix, boa parte do corpo do filho teve queimaduras de terceiro grau. “Ele tem 97% do corpo queimado e boa parte com queimaduras de terceiro grau, que é mais profunda. O caso dele é grave, mas ele está estável. Está sendo feito todo o tratamento, ele está tomando bastante soro para ficar bem hidratado”, contou para A Gazeta na manhã desta sexta-feira (23).
Kauã havia se casado recentemente e estava feliz, segundo Raiane. Ela disse também que o filho gostava do trabalho e do empregador. “Ele tinha se casado recentemente, estava feliz. Trabalhava na fábrica há cerca de um ano e meio e gostava do trabalho, gostava do patrão”, disse a mãe de Kauã.
Perícia continua
A área da explosão no terreno da Voi Termoquímica, na localidade de Paulista, São Mateus, segue isolada após realização de perícia, segundo informou na quinta-feira (22), o Corpo de Bombeiros. A corporação detalhou que não há data definida para conclusão dos trabalhos periciais, devido ao que chamou de “complexidade do caso”, e que a área está sob intervenção do Estado.
Em nota, o Corpo de Bombeiros explicou que “a área atingida pelo sinistro na última quarta-feira (21) encontra-se isolada para a realização de perícia e sob responsabilidade do Estado”.
“Equipes do Corpo de Bombeiros, da Polícia Científica do Espírito Santo (PCIES), Polícia Militar e do Exército Brasileiro permanecem na área de sinistro, desempenhando suas funções constitucionais. A decisão de isolar a área deve-se, puramente, para preservar os vestígios e possibilitar um trabalho pericial satisfatório e foi tomada em comum acordo pelo Corpo de Bombeiros, Polícia Científica, Exército Brasileiro e Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Sesp)”, diz a nota do Corpo de Bombeiros.
A Polícia Civil informou nesta quinta-feira (22), que “o caso segue sob investigação da Delegacia Especializada de Infrações Penais e Outras (Dipo) de São Mateus e que detalhes da investigação não serão divulgados, no momento”.






























































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