Uma tragédia abalou o balneário de Guriri, em São Mateus, na tarde desta segunda-feira (02). A menina Sofia Emanuely Finn Bino, de apenas 3 anos de idade, morreu após um episódio de afogamento ocorrido no Guriri Beach Acqua Park, empreendimento que, segundo apuração, funcionava há cerca de quatro anos com o alvará do Corpo de Bombeiros vencido.
A criança, natural do estado de Mato Grosso, foi socorrida e levada às pressas ao Hospital Estadual Dr. Roberto Arnizaut Silvares, onde deu entrada às 14h03, já sem sinais vitais. Apesar dos esforços da equipe médica, o óbito foi confirmado pouco depois.
Testemunhas relataram falhas no atendimento de emergência dentro do parque, apontando ausência de equipe devidamente preparada para agir de forma imediata em situações de risco, especialmente envolvendo crianças. As informações ainda serão oficialmente apuradas pelas autoridades competentes.
De acordo com a Polícia Militar, a corporação foi acionada após a confirmação da morte da criança no hospital. Conforme relato, a família estava no parque aquático, localizado em Guriri, quando ocorreu o incidente. O transporte até a unidade hospitalar foi feito em veículo particular, o que também levanta questionamentos sobre a existência — ou não — de protocolos internos de emergência no local.
A Polícia Científica informou que o serviço de remoção foi acionado ainda na tarde de segunda-feira. O corpo de Sofia foi encaminhado à Seção Regional de Medicina Legal (SML), em Linhares, onde passou pelos procedimentos de praxe antes de ser liberado à família.
Após a repercussão do caso, o Guriri Beach Acqua Park comunicou, por meio de suas redes sociais, que permanecerá fechado até o fim desta semana. O comunicado, no entanto, não esclarece os motivos do fechamento, nem menciona a tragédia ocorrida no local.
O episódio causou forte comoção entre moradores e frequentadores da região e reacendeu o debate sobre fiscalização, segurança e responsabilidade em espaços de lazer voltados ao público infantil. O fato de o parque estar em funcionamento com alvará do Corpo de Bombeiros vencido levanta questionamentos graves sobre a atuação dos órgãos fiscalizadores e sobre as condições de segurança oferecidas aos usuários.
O caso segue sob investigação e deverá apurar tanto as circunstâncias da morte quanto eventuais responsabilidades administrativas, civis e criminais.

































































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