Quem não tem base, grita. E quando a gritaria é vazia, resta o teatro. Foi isso que o advogado do sindicato dos servidores de Muniz Freire resolveu protagonizar: uma encenação patética e desesperada, com cenário nas redes sociais e figurino de “defensor dos professores contratados”. Uma peça de péssimo gosto, que tenta mascarar intenções políticas rasteiras com o discurso nobre da defesa da educação.
Nesta quinta-feira (15), o advogado – que há tempos abandonou a advocacia para se tornar animador de rede social – publicou um “COMUNICADO OFICIAL” em que anuncia, com pompa e zero respaldo legal, uma suposta “paralisação” dos professores DTs a partir de 26 de maio. O documento, mal redigido, com erros crassos de português e sem qualquer validade formal, tenta colar na sociedade uma mentira mal disfarçada: a de que haveria uma mobilização organizada, deliberada e representativa.
Nada mais falso. Nada mais ridículo. Nada mais perigoso.
O que há, na verdade, é a tentativa suja de usar os professores contratados como massa de manobra para inflar egos frustrados e interesses eleitorais mal disfarçados. Em ano de eleição, tudo vira palanque – até a educação, que deveria ser sagrada.
Mas o mais revoltante nem é o conteúdo da publicação. É a audácia. O advogado do sindicato, que calou quando os professores contratados choravam pelo atraso nos salários; que silenciou quando foram deixados à própria sorte sem reajuste, sem apoio, sem acolhimento; agora aparece, do nada, posando de líder revolucionário de um movimento que não existe.
Vamos aos fatos: não houve assembleia, não houve convocação formal, não há comissão registrada, não há ata, não há estatuto que preveja isso, não há nada além de um post em rede social. E com base nesse teatro amador, esse senhor tenta paralisar escolas, confundir famílias e espalhar o caos como se fosse o herói da classe.
Herói de si mesmo. Líder de ninguém. Representante de coisa alguma.
Os verdadeiros professores DTs – aqueles que honram seu trabalho, que enfrentam adversidades todos os dias com dignidade – não se reconhecem nesse circo montado à base de ego, vaidade e desespero eleitoral. Não querem ser usados como escada para projeto pessoal de advogado, vereador ou pré-candidato travestido de sindicalista.
O nome disso não é greve. É GOLPE POLÍTICO.
Uma paralisação legítima pressupõe organização, transparência, legalidade e adesão real da categoria. Nada disso está presente aqui. O que temos é um factoide de internet, feito para gerar manchetes e likes, enquanto a educação pública segue sendo ferida – agora não só pela omissão de gestores, mas também pela irresponsabilidade de quem finge defender o povo enquanto trabalha contra ele nos bastidores.
Pais, alunos, comunidade escolar: fiquem atentos. Isso não é defesa da educação. É campanha eleitoral com maquiagem sindical.
E quanto ao advogado do sindicato – esse grande estrategista da revolução de sofá, esse herói de stories patrocinados e defensor aguerrido das curtidas fáceis – talvez ele devesse trocar o jaleco jurídico pela fantasia de influencer. Quem sabe abrir um canal no YouTube: “Como fabricar uma greve em 5 passos – sem assembleia, sem categoria e com bastante filtro de Instagram”.
De repente, ele viraliza. Porque liderar professores, de fato, ele não lidera. Representar a categoria, tampouco. Mas fazer cena… ah, isso ele faz com maestria. Como bom ator que é no picadeiro da política local.
Só falta avisarem a ele que, no fim, o povo sempre descobre quem é palhaço e quem é profissional. E, neste caso, os professores de Muniz Freire já deixaram claro de que lado estão.






























































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