A moradora Vânia Araújo Dellarmelina não aguentou mais. Como milhares de muniz-freirenses, ela enfrenta todos os dias a realidade dura e negligenciada de um município abandonado pela administração pública. Em uma publicação nas redes sociais que viralizou rapidamente, Vânia desabafou:
“Não tem papel higiênico, produtos de limpeza, exames de laboratórios só agendados para os pedidos de junho de 2024, gasolina????, essa nem se fala. Mesmo assim…Muniz é o mundo. Virado de cabeça prá baixo. Deixa o homem trabalhar?”
O texto simples, mas profundamente verdadeiro, escancara o que todos sabem e muitos ainda fingem ignorar: Muniz Freire vive um colapso administrativo, onde falta o básico, mas sobra propaganda. É o velho truque de esconder a podridão com cortinas coloridas. Só que agora, a cortina caiu. E o cheiro da omissão está insuportável.
Sem papel higiênico nas repartições. Sem produtos de limpeza nas escolas e postos de saúde. Sem gasolina para ambulâncias e veículos públicos. Exames de laboratório só para quem tiver força, fé e paciência para esperar meses.
Enquanto isso, o prefeito Dito Silva (PSB) promove contratos milionários com empresas de lanches e coffee breaks como se o município fosse um salão de eventos e não uma cidade cheia de urgências.
E vem a pergunta debochada: “Deixa o homem trabalhar?”
Trabalhar em quê, exatamente? Em reuniões com salgadinho e suco natural? Em contratos de quase 4 milhões para alimentar gabinete enquanto falta comida nas casas dos mais pobres? Em nomeações fantasmas e servidores sem função?
“Muniz é o mundo”, dizem alguns. Mas talvez o mundo que o prefeito Dito Silva (PSB) criou seja uma realidade paralela onde reina a indiferença, o luxo para poucos e a humilhação para muitos. Um mundo onde se passa álcool em gel importado nas mãos sujas de corrupção. Um mundo onde o povo é apenas figurante de um teatro de mentiras.
A postagem de Vânia virou grito. Grito de quem não suporta mais ver o dinheiro público indo para o ralo da incompetência. Grito de quem tem filho sem aula, de quem espera meses por um exame, de quem vai ao posto de saúde e volta com receitinhas e nenhuma solução.
Enquanto a gestão gasta cifras milionárias com lanches para os engravatados, tem morador com fome de justiça, com sede de decência. O Prefeito Dito Silva (PSB) perdeu a noção do ridículo — ou talvez tenha perdido foi a vergonha na cara.
E a Câmara de Vereadores? Vai continuar assistindo de camarote esse circo de horrores? Vai fazer pose de fiscalização enquanto fecha os olhos para os absurdos? Ou vai, mais uma vez, servir de almofada para o conforto do poder?
Se a Câmara continuar omissa diante desse caos, caberá ao povo agir com firmeza. E o caminho será o pedido de intervenção judicial no município junto ao Tribunal de Justiça, afastando-se prefeito e vereadores, pois está claro que a administração municipal perdeu totalmente o controle e o compromisso com o interesse público. Não se trata mais de política. Trata-se de sobrevivência, de dignidade, de justiça.
Está na hora de encarar os fatos: Muniz Freire está de cabeça para baixo, como disse Vânia. Mas a raiz do problema tem nome, cargo e gabinete e chama-se Dito Silva (PSB). E o povo já começou a acordar.
Porque, no fim das contas, o verdadeiro “mundo” que Muniz virou não é o da esperança. É o da vergonha.





























































Comente este post