Durante a campanha eleitoral, Bruno Feletti (PDT) apareceu como o “candidato da educação”. Professor, jovem, articulado, defensor de bandeiras progressistas — tudo isso embalado no discurso de renovação política e compromisso com os educadores, alunos e servidores da rede pública de ensino. Não à toa, foi o mais votado de Muniz Freire, carregado pela esperança de mudança e pela confiança de que, enfim, a educação teria voz e força no Legislativo.
Mas, passados mais de quatro meses de legislatura, o que a população viu foi exatamente o oposto: silêncio, omissão e ausência de qualquer atitude concreta. A pergunta que se impõe é direta: o que fez efetivamente Bruno Feletti (PDT) pela educação de Muniz Freire até agora?
A cidade enfrenta um verdadeiro colapso no setor. Escolas sucateadas, sem manutenção mínima. Falta de merenda escolar em diversas unidades. Professores sobrecarregados, sem apoio pedagógico. Alunos com dificuldades de acesso a material didático e estrutura básica. Uma gestão educacional marcada pela omissão do Executivo e o abandono administrativo.
Diante disso, esperava-se que o vereador mais votado, cuja principal bandeira foi justamente a educação, estivesse à frente das cobranças, das fiscalizações, dos enfrentamentos. Esperava-se, no mínimo, presença. Mas Bruno Feletti não apresentou sequer um requerimento cobrando explicações da Secretaria Municipal de Educação. Nenhuma visita pública às escolas em situação precária. Nenhuma audiência convocada. Nenhuma denúncia formal. Nenhuma ação prática.
Mais grave ainda: Bruno Feletti (PDT) integra a Comissão Permanente de Educação da Câmara. E a comissão, até agora, mantém-se inerte, sem qualquer plano de ação ou resposta institucional à altura do caos vivido. Isso não é apenas negligência — é cumplicidade. É inadmissível que, com todo o aparato legislativo à sua disposição, o vereador siga omisso. A omissão, quando intencional e persistente, é uma forma de traição ao mandato recebido.
Diante de tanta conveniência e silêncio estratégico, surge uma nova especulação nos bastidores: será que Bruno Feletti (PDT) está de olho na Secretaria Municipal de Educação? Ou, quem sabe, pretende emplacar um parente, um aliado, alguém com o mesmo sobrenome — e a mesma disposição para discursos vazios? Em Muniz Freire, quando a omissão é tão bem calculada, é difícil não desconfiar que o silêncio seja moeda de troca. E, nesse jogo de interesses, a educação parece ser apenas o trampolim para voos pessoais. Afinal, quem cala diante do caos talvez esteja apenas esperando a nomeação chegar.
E há uma questão jurídica e ética ainda mais séria: Bruno Feletti (PDT) foi eleito pelo sistema proporcional, e não por maioria absoluta (majoritariamente). Ou seja, seu mandato pertence à legenda pela qual foi eleito — o PDT, partido declaradamente de oposição ao atual prefeito Dito Silva (PSB), Se Bruno Feletti de fato aderiu à base governista ou age como linha auxiliar do Executivo, seu partido tem o pleno direito de pedir o mandato de volta, por infidelidade partidária. E aí entra uma figura-chave: o presidente municipal do PDT, Betinho do Teco na qualidade de 1º suplente. Cabe a ele, enquanto líder da legenda, zelar pela coerência política do partido e acionar os meios legais, caso se confirme que o vereador eleito pela oposição agora atua em favor do governo que deveria fiscalizar. Neste caso, o silêncio político pode custar caro — não só moralmente, mas também no Tribunal Regional Eleitoral.
Fontes ouvidas pela reportagem afirmam que o descontentamento interno do PDT municipal é total — e o foco da indignação é justamente a postura omissa/passiva de Bruno Feletti (PDT). Há críticas contundentes inclusive do alto escalão do PDT municipal. Contornos incontestáveis devem ocorrer contra o referido vereador mais bem votado, justamente por sua própria sigla partidária.
A pergunta que começa a ganhar força nos bastidores políticos e nas rodas de conversa da cidade é inevitável: Bruno Feletti (PDT) se aliou ao prefeito Dito Silva (PSB)? O silêncio, neste caso, parece ter um preço. E o preço é o abandono de toda uma comunidade escolar que acreditou na sua liderança.
Nos bastidores da educação municipal, a frustração é evidente. Uma professora da rede, que pediu para não ser identificada por medo de represálias, resumiu o sentimento de muitos colegas: “A gente votou acreditando que, por ser professor, ele fosse nos representar. Hoje não tem coragem nem de olhar pra gente nas visitas. É como se tivesse trocado nossa luta por um cargo.”
Uma diretora de escola, também sob anonimato, foi mais direta: “A gente enfrenta falta de tudo: papel, merenda, ventilador, apoio. A Câmara virou um enfeite. E Bruno, que era pra estar à frente, virou cúmplice do descaso. Ele sabe o que está acontecendo — e escolheu não se importar.”
Não há mais espaço para discursos vazios. Quem se elege prometendo lutar por uma causa, e depois se cala diante do problema, não apenas desrespeita seus eleitores — insulta a própria democracia. Bruno Feletti (PDT) precisa explicar à população de Muniz Freire por que cruzou os braços diante do desmonte educacional. Precisa dizer se ainda representa o povo ou se preferiu o conforto do conchavo com o Executivo.
A cidade cobra. Os profissionais da educação cobram. Os pais, os alunos, os cidadãos esperam respostas. Bruno Feletti (PDT) não pode seguir se escondendo atrás de cargos e comissões. Ele é vereador, foi eleito para agir — e agir especialmente quando a população mais precisa.
Se não veio para cumprir sua palavra, que ao menos tenha a dignidade de admitir: a bandeira da educação foi só estratégia de campanha.
Afinal, prometer é fácil, discursar é bonito, tirar foto com criança rende curtida. Difícil mesmo é levantar da cadeira, sair do gabinete climatizado e encarar a realidade das escolas do interior — sem maquiagem, sem roteiro, sem plateia.
Mas talvez a missão de Bruno Feletti (PDT) esteja sendo cumprida… não a missão com a educação, mas com o prefeito Dito Silva (PSB). E, nesse caso, tudo faz sentido: o silêncio não é omissão, é alinhamento.
O povo votou no “professor da mudança”, mas parece que elegeu só mais um aluno aplicado da velha política. E, convenhamos, ele tem seguido à risca a cartilha: não questiona, não fiscaliza, não atrapalha. Merece, no mínimo, um diploma de silêncio com louvor.





























































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