O que era indignação virou força. O que era revolta virou organização. E o que era silêncio, agora é grito. Os professores de Muniz Freire decidiram reagir — e a resposta tem data marcada: 6 de maio. Nesse dia, a categoria se reúne em assembleia geral, com indicativo de paralisação total das atividades. É o início de um levante contra anos de abandono, desrespeito e desvalorização promovidos pela gestão do prefeito Dito.
A realidade nas escolas do município é um retrato cruel do que significa uma gestão que virou as costas para a educação. Salários achatados, estruturas sucateadas, professores adoecidos, promessas descumpridas e total ausência de diálogo. A Prefeitura de Muniz Freire vem sistematicamente ignorando as pautas da categoria — como se os professores fossem invisíveis, como se ensinar fosse um favor e não uma missão pública.
E o responsável por esse cenário tem nome: Dito. Um prefeito que se recusa a ouvir, que governa por omissão e que age com indiferença diante da crise na educação municipal.
“Não existe mais espaço para ilusões. A atual gestão abandonou os professores, humilhou a categoria e fez da omissão sua política oficial. O prefeito Dito precisa entender que educação não se governa com desprezo. E se ele não quer escutar, vai ter que assistir Muniz Freire parar,” declara uma liderança do movimento.
A assembleia do dia 6 de maio será mais que uma reunião. Será o marco de um basta histórico. Os professores, cansados de serem empurrados para o limite, agora se levantam — com a força de quem educa, com a dignidade de quem resiste, e com a coragem de quem não aceita mais ser silenciado.
A possível paralisação, caso aprovada, será um ato legítimo de enfrentamento a um governo que falhou com a educação em todos os níveis. Será o reflexo direto do esgotamento de uma categoria que clama por valorização, respeito e dignidade mínima para continuar exercendo sua missão.
“Cada sala de aula que vai parar é o reflexo de um erro cometido pela Prefeitura. Cada carteira vazia será o retrato do abandono. Cada voz que se calar por greve será, na verdade, um grito coletivo de revolta e de luta.”
A comunidade precisa saber: os professores não estão cruzando os braços por capricho, mas por sobrevivência. Porque não há como seguir ensinando quando quem governa faz questão de calar, cortar, ignorar.
A paralisação será, acima de tudo, um chamado à sociedade. Um alerta de que, sem professor valorizado, não há escola que funcione, nem futuro que se construa.
Muniz Freire precisa escolher: ou continua sob o silêncio cúmplice de um prefeito ausente — ou escuta a voz de quem ensina e constrói todos os dias o futuro desta cidade.
Educação sem respeito não se sustenta. E professor sem voz não ensina — resiste, enfrenta e transforma.






























































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